quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nação não, IMENSIDÃO!

Vejo quando alguns repórteres se dirigem a torcida do Vasco falarem em Nação Vascaína, Nação Cruzmaltina, é comum também estes termos quando vejo torcedores do Vasco escreverem ou falarem algo sobre a torcida, vários famosos blogueiros seguem esta mesma linha, respeito a opinião e posicionamento de todos, mas tenho o direito de discordar.

Ao meu ver a torcida do Vasco deve ser chamada de Imensidão Vascaína, ou Imensidão Cruzmaltina. Temos mais de uma bandeira nacional erguidas nos mastros do clube, é paradoxo termos duas nações representadas ao mesmo tempo e sermos chamados de nação, entre outros motivos. Primeiro vejamos as definições das duas palavras:

Nação: Conjunto dos habitantes de um território, ligados por interesses comuns, e considerados como pertencentes à mesma raça. Região ou país, que se governa por leis próprias. 

Imensidão: O mesmo que Imensidade, que significa: 1. Qualidade de imenso, 2. Grandeza ou extensão  ilimitada, 3. Quantidade imensa, 4. O infinito.

O Vasco da Gama é um clube que surgiu dos braços da colônia portuguesa e possui o nome de um Herói dos nossos descobridores, através de um grupo de 62 pessoas foi decidida a fundação de um clube para a prática do remo e inspirados pela proximidade das celebrações do quarto centenário da descoberta do caminho para as Índias pelo heroico português decidiram homenageá-lo. Só aqui temos três países envolvidos o Brasil país sede do Vasco, Portugal e Índia, que transforma o doador do nome em Herói. Não temos apenas um território, como está escrito no termo Nação.

O termo Imensidão Azul é bem cunhado para se referir ao oceano, que era o habitat do herói que nos doou o nome, em nosso Hino temos "tua IMENSA torcida é bem feliz" não tem "sua nação torcedora é bem feliz", o nosso próprio hino nos denomina IMENSIDÃO e não nação.

O Vasco possui torcida nos quatro cantos do mundo basta acompanharmos alguns comentários em blogs e vermos o local da origem do comentário.

O Clube de Resgata Vasco da Gama foi o primeiro campeão deste país fora do nosso território no Sul-Americano de 1948 com o Expresso da Vitória vencendo o famoso time do River Plate que contava com Alfredo Di Stéfano, Labruna e Lostau, chamado de Lá Máquina pela imprensa da época. Mais uma vez rompendo barreiras. Novamente não se limitando a sua região.

O Vascão é um clube fundado no estado do Rio de Janeiro, mas ele transcende o seu estado, é um clube internacional, que já ganhou campeonatos em vários países. No meu estado posso dizer tranquilamente que é o segundo time em torcida e que disputa muito próximo do primeiro. Apesar da atual diretoria ter um pensamento bem regional, mas isto é assunto para um outro dia. E o que acontece no meu estado com certeza ocorre em vários outros, apesar de alguns interesses tentarem mostrar que isto não é verdade.

Henry com a Camisa do VascoO Imensidão Cruzmaltina é algo tão arrebatador que ela contagia até pessoas que não têm qualquer ligação com o clube como o Henry, atacante da seleção francesa. Dizem que o Malouda também nutri sentimentos pelo Gigante da Colina. Uma nação só arrebata aqueles que fazem parte dela, que fazem parte do seu território, cultura ou interesses.

Por falar em Gigante é outra denominação usada para o Vasco que está muito mais ligada a imensidão do que a Nação. Assim temos A Gigante e Imensa Torcida Vascaína.

Existem outros termos que me incomodam quando se referem ao Vascão, outro que me chama a atenção é quando alguns torcedores querem chamar a camisa do nosso clube de Manto, devemos chamar de armadura, por que em campo, quadra de esportes, no remo em qualquer lugar que o Bacalhau esteja ele tem de ser guerreiro, lutador, tem que vestir a sua armadura que impõe respeito aos adversários e ir para cima deles, ah! Cristóvão como eu quero que tu leias isto, mas o apelido dado a camisa do Vasco deixo para um outro dia.

Assim como vou deixar para outro dia para falar a Imensidão Vascaína que ela tem que aprender que o Vasco sempre será perseguido, onde quer que vá os poderosos vão querer derrubar, não estou aqui trazendo qualquer posicionamento religioso ou de fé, mas um clube que carrega como seu principal símbolo a Cruz de Cristo, se o próprio foi crucificado e era puro e sem pecados, avalie o Vasco que carrega esta cruz como símbolo e tem os seus pecados, aliás, muitos pecados, basta vermos o que aconteceu no  caso do Wendel Venâncio da Silva, que faleceu dentro das instalações do clube.

Temos diversos assuntos a abordar num futuro próximo, mas por favor torcida, aos nos citarmos usem o termo IMENSIDÃO VASCAÍNA, CRUZMALTINA, além dos que falei acima de um tiro só, se pesquisarmos veremos muito mais motivos para nos denominarmos IMENSOS.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cristóvão, parabéns!


Li alguns comentários em blogs do Vasco falando que o Cristóvão recuou o time, que mexeu mal novamente que é retranqueiro, entre outras coisas que neste jogo considero injustas.

O jogo que vi foi de um primeiro tempo muito bom do Vasco jogando mais fácil e o Lanús pouco criando, desorganizando e errando na saída de bola, com lançamentos na tentativa de pegar o Fagner mal posicionado e poderia ter acontecido, porém desta vez o Fagner estava um pouco mais ciente das suas obrigações defensivas.

Chega o segundo tempo e tudo mudou o Lanús tomou conta do jogo, e percebam o que escrevi, não está aí escrito que o Vasco recuou, apesar disto ter acontecido, mas tem de se frisar que isto aconteceu por méritos do Lanús e não por opção do Vasco, no primeiro jogo foi inverso este ponto.

O técnico do Lanús Gabriel Schurrer, resolveu mudar o seu time trocou Pizarro por Gutierrez e recuou o Camaronesi para fazer a saída de bola do seu time e isto modificou completamente a partida. O Lanús com melhor saída de bola conseguia levá-la ao ataque com melhor qualidade e encurralar o Vasco.

Existia solução para isso, claro que existia, mas as coisas não são tão simples assim, não era apenas mudar um jogador por outro e estaria tudo resolvido.

Compreendi a mudança do Allan pelo Diego Souza, para melhorar a saída em velocidade pro contra-ataque e uma marcação melhor no meio. Não vejo ai uma tentativa de retranca, mas sim uma situação de jogo.

O Cristóvão poderia resolver, acho até que do próprio time se reorganizar, talvez uma ordem do banco para que o Alecsandro colasse na saída de bola do Camaronesi, outra opção seria o Barbio no lugar do nosso centro-avante para colar no Camaronesi e puxar os contra-ataques.


Mas são opções e todas elas teriam os seus riscos, por isso não vejo falhas no técnico, pelo contrário se errou no primeiro jogo e ao meu ver errou no segundo fez o que pôde e muito bem.

E o Cristóvão não fez nada do que eu supunha ser uma solução e era ele quem estava ao lado do campo e tinha que tomar uma decisão e a que ele tomou de manter o Alecsandro que pouco pôde fazer no jogo já que a bola não chegava parece ter sido a mais acertada e para coroar a opção do Cristóvão o Alecsandro marcou o último pênalti que selou a classificação do Vasco.

É difícil estar ao lado do campo e tomar sempre a decisão correta, o Cristóvão é um ser humano que comete erros como qualquer outro, mas também tem acertos. Comentários que vejo pela imprensa dão conta de seu caráter, não se permitindo entrar em panelinhas com alguns jogadores, veja que ele é amigo do Felipe antes mesmo de chegar ao Vasco e o jogador por vezes é preterido pelo técnico.

O time está bem treinado, não vemos mais um time desesperado em campo parecendo um bando de loucos correndo atrás da bola, nem tampouco um time que não tem vontade de vencer. Temos um time que tem falhas e acertos, por vezes as falhas se sobressaem por vezes o inverso, alguns momentos o Cristóvão acerta em outros ele erra.

Parem e pensem um tempo, qual técnico dentro da capacidade financeira do Vasco seria com certeza melhor que o Cristóvão neste momento? Uma parte da torcida do Vasco deseja esta mudança, eu não trocaria o certo pelo duvidoso.

Cristóvão, parabéns!