sábado, 21 de novembro de 2015

O duplipensar dos torcedores-políticos brasileiros

Alienadores


Acho engraçado os papéis se invertendo, a dita esquerda comemora lucro de bancos e a dita direita "reclama" de possíveis cortes no social.


Cada vez mais me convenço de que temos torcedores de futebol disfarçados de "pessoas politizadas". Cada um torce para um grupo, para determinada bandeira, para um partido, que significa pedaço de algo, mas poucos, pouquíssimos mesmo, verificam os fatos, os eventos, os acontecimentos em prol do país e do Povo. Se fulano falou X, X está certo, se beltrano falou o mesmo X, X está errado.

Eles, os torcedores pseudo-politizados, preferem torcer para que o discurso do "clube adversário" esteja errado e o do seu clube/partido, no sentido amplo, correto. Mesmo que, ao estar correto o "nosso" discurso, signifique que os princípios do adversário foram contemplados nas ações e resultados, enquanto os seus próprios princípios, aquilo que outrora eles efusivamente defenderam, foram jogados fora. Aliás, será que já tiverem realmente algum princípio?


A Presidente durante a campanha acusou o adversário de possível prática: austeridade, corte de gastos e consequente enforcamento financeiro do povo. O mesmo que ela hoje realiza com tanta maestria. Um adversário que praticou durante toda vida aquilo que ele hoje reclama que o governo faz e que provavelmente iria praticar de maneira bem mais acentuada e colocando a culpa no governo anterior, caso fosse eleito. 


Torcedores/Detratores aplaudem ou criticam exclusivamente baseado no emissor da ação, discurso ou decisão. Baseados no Quem, esquecem, do Quando, Onde, Como, Por que, Quanto, ...


Uma dita esquerda que se abraça com banqueiros, austeridade, uma dita direita que "reclama" de corte no bolsa família, enquanto fecha escolas e financia a imprensa amiga. Ambos querem é o PODER, nada mais que o PODER, para sua parte, chamada partido, pedaço do todo. Nenhum quer o melhor para o país, para o verdadeiro todo: chamado Povo.


Fonte: http://www.auditoriacidada.org.br/e-por-direitos-auditoria-da-divida-ja-confira-o-grafico-do-orcamento-de-2012/
Orçamento Executado em 2014
Fonte: http://www.auditoriacidada.org.br/
Se por um acaso coadunam os interesses do grupo com a necessidade do Povo, este então, recebe as migalhas daquilo que possa servir de mola propulsora à manutenção ou tomada do PODER pelos partidos, pedaço e contrário ao todo, chamado Povo. Por favor não acredite em mim! Verifique ao lado o quanto se gastou em educação, saúde e segurança pública X dinheiro pela dívida ilegal para banqueiros (em amarelo):

Você pagaria uma dívida ilegal que já pagou, se um banco mandasse uma carta para sua casa? Ou iria cobrar esclarecimentos na justiça solicitando o devido reparo?
Por que em momento algum no segundo turno das últimas eleições se ouviu em debate ou programas partidários na TV sobre auditar a dívida pública? O princípio da resposta você vai achar na lista de doadores dos dois partidos e das duas campanhas que disputaram o último sufrágio. E principalmente: por que os torcedores/detratores de ambos não tocaram neste assunto, sendo que ele é o que mais consome recursos do Povo brasileiro? A resposta é: por torcerem no lugar de analisarem fatos.

Justiça seja feita aos torcedores de futebol. Eles possuem o direito de dizer: "isto é entretenimento, eu torço pra quem eu quiser, não interessa se isto está certo ou errado, se o juiz rouba ou não, eu quero é ganhar." 


O que podem dizer as "pessoas politizadas" por torcerem ao invés de avaliarem os fatos? Como podem elas justificar para si mesmas quando aplaudem/criticam ações e discursos só por terem sido emanados pela parte apoiada/hostilizada? Como podem elas não olharem para os assuntos que realmente importam para a melhoria das condições de vida do Povo? Isto levando em consideração que elas realmente querem o melhor para o país como declaram. 


E mais: como é que elas conseguiram desenvolver com tanta desenvoltura o que Orwell chamou de duplipensar?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Isto Aqui é Vasco!

Assisti ao 'jogo' ontem entre Vasco X Macaé e mais uma vez vi o meu Clube ser desrespeitado, novamente, pelo atual treinador. É desrespeitoso ao Vasco da Gama se montar uma retranca covarde, é contrária à nossa cultura futebolística. 
Algo muito representativo para demonstra nossa cultura é terem vindo da base do Vasco os 3 maiores artilheiros do Campeonato Brasileiro: Dinamite, Romário e Edmundo. 
Nossa cultura é de jogar bola, é de ir pra cima, é de envolver o adversário, fazer gol, muitos gols. Não esta covardia: à espera de um lampejo para vencer por 1x0.
Ontem, nosso técnico entrou pela segunda vez seguida com 3 volantes, nenhum meia e 3 atacantes que voltam para marcar como se fossem laterais. Com todo respeito, nossos atacantes não possuem o menor trato com a bola. Ainda alivio o Edmílson desta crítica, acho-o mediano, mas, pode ser útil. 

Alguns vão argumentar: "estamos em início de temporada, tenhamos paciência". Paciência possuo, porém relativo aos problemas de início de temporada: jogador que cansa, desentrosamento, erros de posicionamento da defesa, são realmente coisas de início de temporada. Mas o estilo de jogo do treinador, esta retranca covarde, a paixão por jogadores que destroem e nada constroem que ele montou NÃO o é.

Caso tivéssemos um oponente de bom nível de jogo, que soubesse envolver nosso time, um adversário montado, entrosado e azeitado que, por falta de condições físicas não conseguíssemos conter as investidas, eu até entenderia. Discordaria, mas entenderia.
Porém, estamos falando de Boavista e Macaé. O investimento em futebol dos dois times juntos para o ano deve pagar a folha do Vasco de um mês e olhe lá! Se nosso técnico monta um time com tamanha covardia contra estes adversários, ao pegarmos um Cruzeiro ou Atlético-MG na Copa do Brasil, seguindo a lógica, ele vai escalar 3 zagueiros, 2 laterais, 4 volantes e 1 atacante. E com  todo respeito a cruzeirenses e atleticanos o Vasco é maior que os dois juntos.

Deveria ser contra estes times mais fracos que estaríamos desenvolvendo nosso estilo de jogo para o ano inteiro, ser ofensivo, sufocar os adversários, usar dos pequenos para evoluir o time, não se trancar atrás em uma covardia tamanha. O time que entrou em campo ontem vestia a armadura do Vasco, teve a torcida do Vasco ao seu lado, possuía jogadores contratados pelo Vasco, mas não era o Vasco, não representa a cultura do Clube e não está de acordo com os desejos da sua torcida. E o clube sem sua torcida não é nada.

Poderíamos ter até vencido os dois últimos jogos, ainda assim, não seria o Vasco, pode ser que vençamos os próximos dois, mas se ele continuar com esta covardia não será o Vasco.
Esta é a verdade: nossa torcida deseja resultados apenas para não correr riscos e não ser motivo de chacotas dos rivais, mas ela joga pra frente, gosta de futebol e não apenas do resultado, a cultura de jogar só pelo resultado não condiz com a alma Vascaína.
O Vascaíno se for campeão com um time retranqueiro, ficará feliz pelo resultado, é sempre bom levantar uma taça, mas se sentirá incompleto, faltando algo, a alegria não se fez plena. Isto é diferente em muitos outros clubes, principalmente, nos queridinhos da mídia, para eles não importa o respeito e o culto ao bom futebol, basta apenas vencer, se for com a ajuda do juiz melhor ainda.

De coração aberto, objetivando ajudar o próximo, neste caso específico o nosso treinador e os próximos que virão, resolvi resumir o que é o Vasco. O fiz em verso, para caso a nossa torcida deseje relembrá-lo quando estivermos na arquibancada e cantando ENSINAR o que significa Vasco da Gama.


ISTO AQUI É VASCO

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Eu sou o Povo
Negros e Operários

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Meu torcedor construiu
São Januário

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
O meu rival
Eu goleio e esculacho

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Escola de Valdir,
Edmundo e Romário

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Jogo pra frente
Faço gol e te ataco
 
Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Tiro um volante
boto um meia recuado

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Toco pressão
encurralo o adversário

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Não tomo a bola
Te forço o passe errado

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Inverto o jogo
Encontro mais espaço

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
No tic-tac
Construo o resultado

Isto aqui é Vasco
Isto aqui é Vasco
Seu Retranqueiro
Vá pra casa do caralho! 

ISTO AQUI É VASCO!
ISTO AQUI É VASCO!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Paulo Schmitt: Um peso duas medidas.

"Um peso, duas medidas" 

“A origem é Socrática, ou seja, do filósofo grego Sócrates.
Embora seja o menos usual, o dito que está correto é “um peso, duas medidas”, e não a variante “dois pesos e duas medidas”.
Significado: tratar uns com justiça e outros com injustiça, ter
condutas diversas diante de situações idênticas, aplicar a lei ou a
regra com mais ou menos rigor de acordo com a conveniência.

Roberto Parentoni

Ontem li uma matéria do Terra Esportes, exibida no Supervasco.com onde o Sr. Paulo Schmitt diz:
"É uma análise pessoal minha. Está parecendo desespero do Vasco. Vamos somar quantas vezes o Vasco entrou atrasado em campo nos inícios de partidas, foi punido e nem por isso o jogo acabou em 3 a 0. Estão forçando a barra."
Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com

Na mesma matéria ele ainda fala, se referindo a causa do Vasco:
"A Procuradoria não vai se mover um milímetro para dar margem de que o resultado em campo seja modificado."
Ontem já discuti sobre o assunto e sobre o direito do Vasco de recorrer juridicamente desta situação estapafúrdia, quem quiser ler, segue possofalarumpouco.blogspot.com.br. Sobre esta orquestração midiática contra o direito do Vasco, no caso respondo ao Sr. Rica Perrone.

Hoje fui ver mais a fundo as regras dos campeonatos organizados pela CBF. E foi o Sr. Paulo Schmitt quem me trouxe tal motivação, que veio com sua frase publicada hoje no Globoesporte.com, ao falar sobre virada de mesa ele responde:
"Essas expressões passam a ideia de canetada na calada da noite. Estamos falando em julgamento, processo. A lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos. Se todos os jogadores que tinham suspensões para cumprir na última rodada entrassem em campo, os resultados dos jogos poderiam ser outros."
Percebam que antes era desespero, agora é a Lei, ai me vem outra citação à mente:Schmitt
"Aos amigos, tudo! Aos inimigos, os rigores da Lei"
Getúlio Vargas

Quando a Lei ajuda os amigos, o Sr. Paulo Schmitt consegue ainda evoluir a frase do ex-presidente Getúlio Vargas, ele aplica os rigores da lei a fim de ajudar os amigos, mas se esquece dela quando esta beneficia o Vasco. Desonestidade evidente.

E que Lei é esta que beneficia o Vasco? Apenas o Regulamento Geral das Competições (RGC) da CBF. Os pontos que são evidentes:

Art. 6o - Compete à federação local:

...
...

Ou seja, para que seja possível que haja jogo, é obrigatório segunda a CBF que haja policiamento fardado no campo, e ainda proíbe o uso de seguranças particulares.

O jogo segundo a Lei, Sr. Paulo Schmitt, não poderia sequer ter sido iniciado.

Vamos ao Art. 21:


Não sou jurista, mas eu sei ler.

A partida foi interrompida por 30 minutos, ai o juiz deu mais 30 o total possível, ai ele inventou mais 10, totalizando 70 minutos. A volta do jogo também é ilegal Sr. Paulo Schmitt.

E mais, Inciso II do Parágrafo Único: 
"o árbitro poderá, a seu critério, suspender a partida mesmo que o chefe do policiamento ofereça garantias, nas situações previstas nos itens 1, 4 e 5 do artigo 21."

Suspender a partida em caso de: 1. falta de garantia; 4. conflitos ou distúrbios graves, no campo ou no estádio; 5. procedimentos contrários à disciplina por parte dos componentes dos clubes e/ou de suas torcidas;

Isto me parece ser auto-explicativo, ou será que não ouve, conflito ou distúrbio grave no estádio? Ou as torcidas estavam bem disciplinadas?

Sinceramente, Sr. Paulo Schmitt, escolha qual citação histórica preferes: ser criticado por Sócrates ou se utilizar do raciocínio do nosso ex-presidente?

Para o Vasco o cumprimento da Lei e da Regra ele deixa claro que não vai mexer o dedo um milímetro, para o Fluminense, ele vai "mover céus e terras".
Para quem leu o texto de ontem: Este é o bom senso que defendes Sr. Rica Perrone? A moral do Sr. Paulo Schmitt é parecida com a sua Sr. Rica Perrone?

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Resposta de um humilde vascaíno ao Sr. Rica Perrone


Há tempos não escrevo sobre futebol ou sobre a mídia futebolística, porém ao ler a peça de campanha do Sr. Rica Perrone contra o recurso do Vasco me fez momentaneamente voltar a escrever sobre o assunto. Discorro usando de citações:

Não é futebol o tema. No campo, foi 5×1 e não há nenhum argumento aceitável pra reverter ou contestar isso. Fora dele, sempre haverá.”

O dono da verdade, diz que não há qualquer argumento aceitável, ou seja, ele estabelece ponto de partida da discussão, ele irá limitar a discussão como lhe convém a fim de demonstrar aquilo que lhe convém.
O ponto é que não deveria haver futebol, não existia qualquer condição de se haver futebol, seja ela segurança e/ou psicológica. Nenhum ser humano está preparado, ao menos que seja treinado como mariner americano ou um psicopata, para ver tamanha brutalidade e estar em sua condição psicológica normal, pelo menos eu não creio que nos treinos de futebol os jogadores são levados à assistirem cenas daquele tipo e depois vão para o campo treinar.
As pessoas em casa, assistindo pela TV estavam nervosas, estavam fora da normalidade. Durante o jogo os comentários sobre a barbárie foram mais comuns do que sobre os lances, avalie daí os que presenciaram tal coisa in loco.

É direito do Vasco apelar pro STJD e tentar os pontos do jogo. É direito do Vasco tentar o que quiser. É dever do STJD tomar uma decisão baseada no regulamento, o que abre considerável possibilidade do Vasco permanecer na série A.

Mas vascaínos, sejamos honestos. Se tivesse sido 2×1 pro Vasco após a parada, alguém se importaria com segurança no estádio, regulamentos e etc?

Claro que não.”

Sou honesto e lhe respondo com toda tranquilidade, falei durante os 70 minutos que o jogo ficou parado, que não existiam mais condições para o jogo, ele deveria ter sido encerrado e marcada nova data, ou seja lá o que a regra disser. Continuo sendo honesto e segurando a minha afirmação que não deveria ter tido jogo.
Sou honesto e vascaíno ao ponto de lhe dizer que se o resultado fosse favorável ao Vasco, ainda assim a partida não deveria ter continuado.
Quem é o Sr. Rica Perrone para determinar como eu penso ou como devo agir, a minha resposta é CLARO QUE SIM, está fora da regra então o fato está nulo.
Sinto muito como ser humano de ver tal declaração sua, de ver que existem humanos que preferem a vitória a qualquer custo ao invés da verdade e dá honestidade. Com todo respeito, desonesto é você, confessadamente desonesto.
Ou tem o Sr. Rica Perrone a capacidade de invadir a mente alheia e saber como elas pensam, melhor, invade a mente e faz uma avaliação moral de todos os vascaínos do mundo.

Eu não sou contra que o CAP seja investigado e punido caso tenha tido papel determinante no ocorrido. Mas daí a levar pro campo, pra tabela, pro resultado do jogo… não.”

Lógico que você não é contra a punição ao CAP, a vontade de ver a guilhotina na cabeça alheia é o que interessa, ao final de contas. Isto nada mais é do que a busca pela punibilidade e não por justiça.

Muito melhor do que o desespero em se manter na série A seria repensar o clube e começar se recusando a tal atitude.”

Existe uma lei que proíba se fazer os dois? Não consegui compreender qual a relação excludente entre uma postura e outra, para mim ambas são possíveis e não excludentes, começo a desconfiar de uso da dialética erística no seus textos, espero estar enganado, além de confesso desonesto esportivamente seria desonestidade intelectual.

Eurico aprova. Claro que aprova! É a cara do Vasco dele, não a do “novo Vasco” sugerido e tão bem aceito no discurso de anos atrás.”

Vejamos, aqui estás a atrelar a má imagem do Sr. Eurico Miranda aos que possivelmente concordem com o direito de se buscar o cumprimento da regra do campeonato, em suma, quem concorda com a busca do direito do clube é euriquista?
Quem trabalha na Globo é automaticamente sonegador de impostos? O fato de eu concordar com o posicionamento do Eurico no momento quer dizer que eu desejo um Vasco com a “cara do Eurico”? Claro que não. Eu não quero o Eurico de volta, mas concordo com ele neste ponto.

Cair, levantar, perder, ganhar. Faz parte.

O arbitro esperou mais do que devia. É um argumento legal, mas não moral.”

Não é um argumento moral? O confesso-desonesto vem agora estabelecer o que é moral?
Moralmente vejo o Vasco obrigado e fazer cumprir as regras, moral é desejar ver o que foi acordado anteriormente ao fato ser cumprido, isto é moral. A moral não é adaptável a situação, ou se possui ou não se possui.
A diretoria não falou vamos jogar e depois veio tentar modificar o resultado, o posicionamento foi claro desde o início, “não existem mais condições de jogo”.

Há diferença entre o que a lei diz e o que o bom senso sugere. Nós sabemos, tanto o vascaino (sic) quanto qualquer outro, que isso é apenas uma atitude desesperada de dar um jeito de ficar na série A. Não tem nada a ver com principios, valores, zelo pela regra. É só desespero.”

Quem estabelece o bom senso? O Sr. Rica Perrone? a Globo que comprou os direitos de transmissão do campeonato? A diretoria do Vasco? A do CAP? A CBF?
Não Sr. Rica Perrone. É para isto que as regras são acordadas anteriormente aos fatos, e não devem ser retroativas, por que o seu bom senso ou a falta dele são diferentes do meu bom senso.

Só que este Vasco, administrado desta forma, com esse time, se ficar cai de novo. O que caiu, talvez olhando pra frente e buscando uma nova direção, não.”

Agora o Sr. Rica Perrone desfaz o argumento excludente de ou cair e melhorar ou ficar e continuar na mesma, isto só demonstra que o argumento era falso e aparentemente colocado para confundir o leitor.

Qual é a real vantagem que o Vasco vai tirar em manter tudo como está?”

Não é vantagem Sr. Rica Perrone é a busca pela justiça, pelo cumprimento da regra, o dever moral de se fazer cumprir a lei do jogo, regra que foi estabelecida antes do campeonato, aliás faz anos que ela existe. Na mente do confesso-desonesto, moral é o não cumprimento de regras, torço para que a sociedade não se baseie em sua moral.

E qual seria a vantagem se, de fato, a série B trouxesse mudanças e uma nova perspectiva?”

Agora o Sr. Rica Perrone volta para o raciocínio excludente de que ou cai e melhora ou fica e continua na mesma. Agora ele também se vê como futurólogo, e se cair e não trouxer novas perspectivas? E se não cair e trouxer novas perspectivas?
E principalmente essas opções não são excludentes, podem ocorrer todas as possibilidades, inclusive nada.

Jogue a série B. Foi 5×1, não há nada pra contestar, não tem motivo pro resultado ser revertido.

Seja enorme, vascaíno. Diga não.”

Agora ele tenta induzir como o vascaíno deve agir, ele parece desejar influenciar como você deve pensar, e eu lhe digo como um homem respeitador a regra e a moral deve agir:
Cumpra-se a regra, ela existe anteriormente ao fato, a moral está em cumprir os acordos anteriores e a regra é um acordo anterior.
Seja imenso vascaíno, como canta o nosso hino. Seja respeitador das regras, seja moralmente superior. Não se aflija por ser o cidadão de bem que quer ver a regra cumprida e não aquele que invoca uma moral destorcida para justificar o descumprimento dela.
Não é o fato de ser vascaíno, quem me acompanha e me conhece sabe que teria a mesma postura se fosse o flamengo, fluminense, corinthians ou palmeiras em questão, isto ao meu ver é moral, pelo menos é nesta que acredito.

Não estava mais a fim de escrever sobre futebol, mas por respeito ao que a instituição Vasco da Gama fez por este país me senti na obrigação de responder.