quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Paulo Schmitt: Um peso duas medidas.

"Um peso, duas medidas" 

“A origem é Socrática, ou seja, do filósofo grego Sócrates.
Embora seja o menos usual, o dito que está correto é “um peso, duas medidas”, e não a variante “dois pesos e duas medidas”.
Significado: tratar uns com justiça e outros com injustiça, ter
condutas diversas diante de situações idênticas, aplicar a lei ou a
regra com mais ou menos rigor de acordo com a conveniência.

Roberto Parentoni

Ontem li uma matéria do Terra Esportes, exibida no Supervasco.com onde o Sr. Paulo Schmitt diz:
"É uma análise pessoal minha. Está parecendo desespero do Vasco. Vamos somar quantas vezes o Vasco entrou atrasado em campo nos inícios de partidas, foi punido e nem por isso o jogo acabou em 3 a 0. Estão forçando a barra."
Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com

Na mesma matéria ele ainda fala, se referindo a causa do Vasco:
"A Procuradoria não vai se mover um milímetro para dar margem de que o resultado em campo seja modificado."
Ontem já discuti sobre o assunto e sobre o direito do Vasco de recorrer juridicamente desta situação estapafúrdia, quem quiser ler, segue possofalarumpouco.blogspot.com.br. Sobre esta orquestração midiática contra o direito do Vasco, no caso respondo ao Sr. Rica Perrone.

Hoje fui ver mais a fundo as regras dos campeonatos organizados pela CBF. E foi o Sr. Paulo Schmitt quem me trouxe tal motivação, que veio com sua frase publicada hoje no Globoesporte.com, ao falar sobre virada de mesa ele responde:
"Essas expressões passam a ideia de canetada na calada da noite. Estamos falando em julgamento, processo. A lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos. Se todos os jogadores que tinham suspensões para cumprir na última rodada entrassem em campo, os resultados dos jogos poderiam ser outros."
Percebam que antes era desespero, agora é a Lei, ai me vem outra citação à mente:Schmitt
"Aos amigos, tudo! Aos inimigos, os rigores da Lei"
Getúlio Vargas

Quando a Lei ajuda os amigos, o Sr. Paulo Schmitt consegue ainda evoluir a frase do ex-presidente Getúlio Vargas, ele aplica os rigores da lei a fim de ajudar os amigos, mas se esquece dela quando esta beneficia o Vasco. Desonestidade evidente.

E que Lei é esta que beneficia o Vasco? Apenas o Regulamento Geral das Competições (RGC) da CBF. Os pontos que são evidentes:

Art. 6o - Compete à federação local:

...
...

Ou seja, para que seja possível que haja jogo, é obrigatório segunda a CBF que haja policiamento fardado no campo, e ainda proíbe o uso de seguranças particulares.

O jogo segundo a Lei, Sr. Paulo Schmitt, não poderia sequer ter sido iniciado.

Vamos ao Art. 21:


Não sou jurista, mas eu sei ler.

A partida foi interrompida por 30 minutos, ai o juiz deu mais 30 o total possível, ai ele inventou mais 10, totalizando 70 minutos. A volta do jogo também é ilegal Sr. Paulo Schmitt.

E mais, Inciso II do Parágrafo Único: 
"o árbitro poderá, a seu critério, suspender a partida mesmo que o chefe do policiamento ofereça garantias, nas situações previstas nos itens 1, 4 e 5 do artigo 21."

Suspender a partida em caso de: 1. falta de garantia; 4. conflitos ou distúrbios graves, no campo ou no estádio; 5. procedimentos contrários à disciplina por parte dos componentes dos clubes e/ou de suas torcidas;

Isto me parece ser auto-explicativo, ou será que não ouve, conflito ou distúrbio grave no estádio? Ou as torcidas estavam bem disciplinadas?

Sinceramente, Sr. Paulo Schmitt, escolha qual citação histórica preferes: ser criticado por Sócrates ou se utilizar do raciocínio do nosso ex-presidente?

Para o Vasco o cumprimento da Lei e da Regra ele deixa claro que não vai mexer o dedo um milímetro, para o Fluminense, ele vai "mover céus e terras".
Para quem leu o texto de ontem: Este é o bom senso que defendes Sr. Rica Perrone? A moral do Sr. Paulo Schmitt é parecida com a sua Sr. Rica Perrone?

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Resposta de um humilde vascaíno ao Sr. Rica Perrone


Há tempos não escrevo sobre futebol ou sobre a mídia futebolística, porém ao ler a peça de campanha do Sr. Rica Perrone contra o recurso do Vasco me fez momentaneamente voltar a escrever sobre o assunto. Discorro usando de citações:

Não é futebol o tema. No campo, foi 5×1 e não há nenhum argumento aceitável pra reverter ou contestar isso. Fora dele, sempre haverá.”

O dono da verdade, diz que não há qualquer argumento aceitável, ou seja, ele estabelece ponto de partida da discussão, ele irá limitar a discussão como lhe convém a fim de demonstrar aquilo que lhe convém.
O ponto é que não deveria haver futebol, não existia qualquer condição de se haver futebol, seja ela segurança e/ou psicológica. Nenhum ser humano está preparado, ao menos que seja treinado como mariner americano ou um psicopata, para ver tamanha brutalidade e estar em sua condição psicológica normal, pelo menos eu não creio que nos treinos de futebol os jogadores são levados à assistirem cenas daquele tipo e depois vão para o campo treinar.
As pessoas em casa, assistindo pela TV estavam nervosas, estavam fora da normalidade. Durante o jogo os comentários sobre a barbárie foram mais comuns do que sobre os lances, avalie daí os que presenciaram tal coisa in loco.

É direito do Vasco apelar pro STJD e tentar os pontos do jogo. É direito do Vasco tentar o que quiser. É dever do STJD tomar uma decisão baseada no regulamento, o que abre considerável possibilidade do Vasco permanecer na série A.

Mas vascaínos, sejamos honestos. Se tivesse sido 2×1 pro Vasco após a parada, alguém se importaria com segurança no estádio, regulamentos e etc?

Claro que não.”

Sou honesto e lhe respondo com toda tranquilidade, falei durante os 70 minutos que o jogo ficou parado, que não existiam mais condições para o jogo, ele deveria ter sido encerrado e marcada nova data, ou seja lá o que a regra disser. Continuo sendo honesto e segurando a minha afirmação que não deveria ter tido jogo.
Sou honesto e vascaíno ao ponto de lhe dizer que se o resultado fosse favorável ao Vasco, ainda assim a partida não deveria ter continuado.
Quem é o Sr. Rica Perrone para determinar como eu penso ou como devo agir, a minha resposta é CLARO QUE SIM, está fora da regra então o fato está nulo.
Sinto muito como ser humano de ver tal declaração sua, de ver que existem humanos que preferem a vitória a qualquer custo ao invés da verdade e dá honestidade. Com todo respeito, desonesto é você, confessadamente desonesto.
Ou tem o Sr. Rica Perrone a capacidade de invadir a mente alheia e saber como elas pensam, melhor, invade a mente e faz uma avaliação moral de todos os vascaínos do mundo.

Eu não sou contra que o CAP seja investigado e punido caso tenha tido papel determinante no ocorrido. Mas daí a levar pro campo, pra tabela, pro resultado do jogo… não.”

Lógico que você não é contra a punição ao CAP, a vontade de ver a guilhotina na cabeça alheia é o que interessa, ao final de contas. Isto nada mais é do que a busca pela punibilidade e não por justiça.

Muito melhor do que o desespero em se manter na série A seria repensar o clube e começar se recusando a tal atitude.”

Existe uma lei que proíba se fazer os dois? Não consegui compreender qual a relação excludente entre uma postura e outra, para mim ambas são possíveis e não excludentes, começo a desconfiar de uso da dialética erística no seus textos, espero estar enganado, além de confesso desonesto esportivamente seria desonestidade intelectual.

Eurico aprova. Claro que aprova! É a cara do Vasco dele, não a do “novo Vasco” sugerido e tão bem aceito no discurso de anos atrás.”

Vejamos, aqui estás a atrelar a má imagem do Sr. Eurico Miranda aos que possivelmente concordem com o direito de se buscar o cumprimento da regra do campeonato, em suma, quem concorda com a busca do direito do clube é euriquista?
Quem trabalha na Globo é automaticamente sonegador de impostos? O fato de eu concordar com o posicionamento do Eurico no momento quer dizer que eu desejo um Vasco com a “cara do Eurico”? Claro que não. Eu não quero o Eurico de volta, mas concordo com ele neste ponto.

Cair, levantar, perder, ganhar. Faz parte.

O arbitro esperou mais do que devia. É um argumento legal, mas não moral.”

Não é um argumento moral? O confesso-desonesto vem agora estabelecer o que é moral?
Moralmente vejo o Vasco obrigado e fazer cumprir as regras, moral é desejar ver o que foi acordado anteriormente ao fato ser cumprido, isto é moral. A moral não é adaptável a situação, ou se possui ou não se possui.
A diretoria não falou vamos jogar e depois veio tentar modificar o resultado, o posicionamento foi claro desde o início, “não existem mais condições de jogo”.

Há diferença entre o que a lei diz e o que o bom senso sugere. Nós sabemos, tanto o vascaino (sic) quanto qualquer outro, que isso é apenas uma atitude desesperada de dar um jeito de ficar na série A. Não tem nada a ver com principios, valores, zelo pela regra. É só desespero.”

Quem estabelece o bom senso? O Sr. Rica Perrone? a Globo que comprou os direitos de transmissão do campeonato? A diretoria do Vasco? A do CAP? A CBF?
Não Sr. Rica Perrone. É para isto que as regras são acordadas anteriormente aos fatos, e não devem ser retroativas, por que o seu bom senso ou a falta dele são diferentes do meu bom senso.

Só que este Vasco, administrado desta forma, com esse time, se ficar cai de novo. O que caiu, talvez olhando pra frente e buscando uma nova direção, não.”

Agora o Sr. Rica Perrone desfaz o argumento excludente de ou cair e melhorar ou ficar e continuar na mesma, isto só demonstra que o argumento era falso e aparentemente colocado para confundir o leitor.

Qual é a real vantagem que o Vasco vai tirar em manter tudo como está?”

Não é vantagem Sr. Rica Perrone é a busca pela justiça, pelo cumprimento da regra, o dever moral de se fazer cumprir a lei do jogo, regra que foi estabelecida antes do campeonato, aliás faz anos que ela existe. Na mente do confesso-desonesto, moral é o não cumprimento de regras, torço para que a sociedade não se baseie em sua moral.

E qual seria a vantagem se, de fato, a série B trouxesse mudanças e uma nova perspectiva?”

Agora o Sr. Rica Perrone volta para o raciocínio excludente de que ou cai e melhora ou fica e continua na mesma. Agora ele também se vê como futurólogo, e se cair e não trouxer novas perspectivas? E se não cair e trouxer novas perspectivas?
E principalmente essas opções não são excludentes, podem ocorrer todas as possibilidades, inclusive nada.

Jogue a série B. Foi 5×1, não há nada pra contestar, não tem motivo pro resultado ser revertido.

Seja enorme, vascaíno. Diga não.”

Agora ele tenta induzir como o vascaíno deve agir, ele parece desejar influenciar como você deve pensar, e eu lhe digo como um homem respeitador a regra e a moral deve agir:
Cumpra-se a regra, ela existe anteriormente ao fato, a moral está em cumprir os acordos anteriores e a regra é um acordo anterior.
Seja imenso vascaíno, como canta o nosso hino. Seja respeitador das regras, seja moralmente superior. Não se aflija por ser o cidadão de bem que quer ver a regra cumprida e não aquele que invoca uma moral destorcida para justificar o descumprimento dela.
Não é o fato de ser vascaíno, quem me acompanha e me conhece sabe que teria a mesma postura se fosse o flamengo, fluminense, corinthians ou palmeiras em questão, isto ao meu ver é moral, pelo menos é nesta que acredito.

Não estava mais a fim de escrever sobre futebol, mas por respeito ao que a instituição Vasco da Gama fez por este país me senti na obrigação de responder.